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quinta-feira, 22 de abril de 2010

... E VEJO-TE A TI



Olho o mar... Vejo as gaivotas... Vejo um sorriso.... Lembro-me de ti.... Recordo-me de nós... 
Tu o Amor... Olho o mar... Vejo as ondas... Vejo a espuma...Vejo as gaivotas...Vejo-te a ti... 
Vejo duas crianças... E recordo-me de ti...Recordo o mar, as ondas, a espuma, as gaivotas e a praia... 
E tenho-te a ti... As gaivotas gritam... Livres... As crianças riem... Livres... 
E eu...vejo-te a ti! 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

PALAVRAS EM POESIA


Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É um nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

PALAVRAS DENTRO DE MIM


Pensamentos elevados

Numa anárquica teia

Que da alma trazem estados

… Chega o sorriso

... E a lágrima também

Na alma apenas uma ideia

O amor como caminho

A ímpar realidade que convém

Não são palavras

São apenas sentimentos de alguém

domingo, 24 de janeiro de 2010

METADE

Que a força do medo que tenho

Não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo em que acredito

Não me tape os ouvidos e a boca

Porque metade de mim é o que eu grito

Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe

Seja linda ainda que tristeza

Que a mulher que eu amo seja para sempre amada

Mesmo que distante

Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade

Que as palavras que falo

Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor

Apenas respeitadas

Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos

Porque metade de mim é o que ouço

Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora

Se transforme na calma e na paz que eu mereço

E que essa tensão que me corrói por dentro

Seja um dia recompensada

Porque metade de mim é o que penso

Mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste

E que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável

Que o espelho reflicta em meu rosto um doce sorriso

Que eu me lembro ter dado na infância

Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito

E que o teu silêncio me fale cada vez mais

Porque metade de mim é abrigo

Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta

Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar

Porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer
Porque metade de mim é a plateia
A outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada

Porque metade de mim é amor

E a outra metade também.

Oswaldo Montenegro